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Commodities Agrícolas
10/01/2012
Fonte: Seagri - BA
Editoria: Agricultura
Demanda de volta? Sinais de que pode estar ocorrendo uma recuperação da demanda por algodão fizeram os contratos futuros registrarem na sexta-feira nova alta na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 95,52 centavos de dólar a libra-peso, alta de 104 pontos. Segundo a agência Dow Jones Newswires, os preços neste ano já subiram 4,4% na bolsa de Nova York. "Há fundos entrando com dinheiro. Especuladores estão voltando ao mercado", disse à agência o analista independente de algodão, Mike Stevens. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma fechou a sexta-feira em alta de 0,42%, a R$ 1,6666 a libra-peso. No mês, o indicador acumula alta de 1,28%. A valorização, segundo pesquisadores do Cepea, deve-se ao retorno do interesse das indústrias nacionais em repor estoques.
Movimento técnico - Os contratos futuros de soja atingiram o menor valor em uma semana na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em março fecharam o pregão da bolsa de Chicago a U$ 11,9650 por bushel, queda de 12,50 centavos dólar, a segunda consecutiva. Especialistas consultados pela Dow Jones Newswires disseram que o dia foi marcado pela ausência de notícias que sustentassem a alta dos preços. Conforme um analista, ainda que a estiagem na América do Sul traga consequências desastrosas, não há uma demanda forte pela commodity. Um movimento de vendas baseado em indicadores técnicos de preços também pressionou as cotações. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a soja do encerrou o dia com a saca a R$ 47,90, valorização de 0,38%.
Clima favorável - A grande oferta global de trigo e as boas condições para o cereal de inverno pressionaram as cotações da commodity nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos futuros com entrega para maio encerraram a sexta-feira a US$ 6,4375 por bushel, queda de 4,75 centavos de dólar. Já em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis com o mesmo vencimento fecharam o pregão a US$ 6,885 por bushel, retração de 5,50 centavos de dólar. Conforme analistas consultados pela Dow Jones Newswires, como não há ameaças climáticas para a cultura, com boas condições de umidade, os traders acreditam que os preços do trigo estão sobrevalorizados. No Paraná, o trigo teve preço médio de R$ 440,64 por tonelada, queda de 1,37%, segundo o Cepea/Esalq.

